Construção de Didgeridoos a Partir de Rolos de Papel Higiénico (ver também esta página)(Em breve irei acrescentar fotografias a esta página) Das técnicas mais básicas de construção de didgeridoos esta é a minha preferida: é aquela em que se aproveita mais material usado e uma das mais plásticas no sentido em que se pode fazer muitíssimas formas. Os rolos de papel higiénico, e de cozinha, são mais densos que os tubos de cartão, mas também são mais finos. Esta técnica baseia-se na criação da forma com rolos e em seguida revestimento exterior para aumentar a dureza do material. Para começar, o comprimento de cerca de 15 rolos de papel higiénico (ou cerca de 7 de papel de cozinha) é suficiente. Para fazer o tubo encosta-se um rolo a outro, topo-a-topo e faz-se um anel de fita de pintura (com fita é mais prático mas é possível recorrer apenas a fita gomada ou jornal e cola, embora demore bastante mais tempo) e por aí em diante até ter um tubo de 15 rolos. BocalDá para tocar directamente nos rolos, no entanto resulta num bocal muito grande e o interesse desta técnica é o controlo da forma da coluna de ar do interior do didgeridoo. Para isso faz-se um golpe de cerca de 10 cm a partir de um dos topos do tubo, no sentido longitudinal. De seguida faz-se deslizar um dos lados do golpe dentro do outro até reduzir o diâmetro do fim do tubo para cerca de 30 mm. O papel que fica por dentro recorta-se porque não ajuda ao som ao ficar solto e guarda-se para a abertura de baixo. Consolida-se com fita e testa-se para ver se resulta ou precisa de alguma alteração. Uma boa medida para o diâmetro é quando se faz um círculo em que a ponta do indicador toca na ponta do polegar. Abertura ou CampânulaNo outro topo do tubo recorta-se um golpe com o mesmo comprimento e abre-se para encaixar o triângulo que saiu de cima. Consolida-se com fita. Em alternativa podem-se fazer quatro golpes e encaixar um rolo de fita adesiva que lhe confere mais resistência. Depois é só tapar as zonas que ficaram abertas. Melhorias que se podem fazerNeste momento temos um tubo com uma abertura cónica em baixo e um aperto cónico em cima. Estas alterações favorecem em muito o didgeridoo. Eu costumo dizer que um didgeridoo é, em primeiro lugar, a forma da coluna de ar que está alojada no interior, depois o material que lhe dá forma e só no fim a pessoa que o toca. Este tubo com formas não toca decentemente porque tem fugas de ar e uma parede muito frágil. Para isso tiram-se as bolhas de ar que houver nas junções de fita e parte-se para o passo seguinte: reforçar a parede. Para reforçar a parede aplica-se material: seja fita gomada (uma fita de papel com uma cola a água), fibra de vidro com a devida resina, ou então o mais prático e disponível: fitas de papel de jornal e cola branca. Para o papel de jornal e cola branca seguem alguns conselhos: não usar fitas nem muito largas nem muito compridas de jornal, mais vale devagar e bem... ir aplicando as fitas metodicamente para não ficar nenhuma zona com fitas a mais e outras com fitas a menos, não deixar, em cada demão, nenhuma zona sem cobertura, diluir a cola com um pouco de água para se trabalhar melhor, passar cola onde se vai aplicar uma fita e a seguir alisar a fita com cola, isto é mais fácil com um pincel. Estes didgeridoos pedem, no mínimo, 3 demãos de jornal. Com mais demãos o som fica mais quente, com menos fica mais vibrante. MUITO IMPORTANTE: nunca deixar bolhas de ar, estas retiram densidade ao material. Cuidados a terA cola branca, embora sendo mais um derivado do petróleo, não apresenta nenhum problema, pode até ser aplicada com as mãos. É muito usada com crianças em trabalhos manuais. Nas mãos é fácil de limpar, na roupa não tanto. RevestimentoO grande problema do papel é a sua permeabilidade, para resolver esta questão pode envernizar-se o tubo por dentro e por fora. Isto vai contribuir para um melhor acabamento das paredes e consequentemente do som, na medida em que a parede interior não vai absorver tanto a vibração. Para envernizar pode-se usar goma-laca (no mínimo 3 demãos) ou outro verniz qualquer. A goma-laca tem a vantagem de secar rapidamente e sem cheiro e pode-se ir dando mais demãos ao longo do tempo. Há quem use revestimento de cola branca, que também é eficaz, mas a cola branca, em contacto com a humidade reage e perde a dureza, e no seguimento disso deita um cheiro desagradável. Um bom verniz para estes didgeridoos é o que se utiliza para soalhos em parquet, vulgarmente chamado de vitrificador. É importante comprar este verniz à base de água e sem cheiro. DecoraçãoO papel é o material mais fácil de pintar, a partir daí é a imaginação quem manda. Outras possibilidades:
Técnicas avançadasExperimentar reforçar o material em zonas estratégicas de apoio à tocabilidade como o bocal ou o bell. Material necessário
Ferramentas
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